PEÇA TRIBOS

A TODOS  : A MINHA TRIBO

Texto : Fabiane Cardoso

Psicóloga para surdos

Interprete de Libras

 

 

 

“Depois de descobrir quem é você faça disso um proposito, assim você criará asas para voar e m porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a você mesmo a ao lugar de onde você veio. Suas origens. Você vai descobrir que você é especial por onde for.

(Fabiane Cardoso)

 

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor

(www.tribos2013.com)

 

“Depois que eu  descobri quem eu sou e fiz  disso um proposito, criei  asas para voar e um porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a mim mesmo   e ao  lugar de onde vim. Minhas origens.  Descobrir que sou  especial por onde for. Agora conto a vocês  um pouco do que senti e minha opinião sobre a peça TRIBOS.

 

Uma plateia de surdos maravilhada, emocionada diante da peça de teatro Tribos que ousou falar sobre surdez do ponto de vista de um surdo.

Surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais tem o prazer de ser “verem” através do personagem Billy representado brilhantemente pelo ator Bruno Fagundes.

Billy começa tentando chamar a atenção de sua família para que ele fosse incluído nas conversas, mas é tratado como se não estivesse presente. Ele tenta por diversas vezes sem resultado. E assim floresce o sentimento de “eu não pertenço a essa família” e a vontade de se afastar e buscar um lugar o qual se sinta pertencendo cresce a cada momento.

 

Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

(www.tribos2013.com)

Quantos Billys não existem por ai querendo ser “ouvido”, ser aceito, ser amado e ser uma pessoa inteira e não um “ouvido que não ouve”?

Muitos Billys da vida real encontram essas barreiras para serem vistos/ percebidos como pessoas inteiras. Barreiras impostas na família que não o aceita como surdo, o veem como incapaz, o deixam de lado nas conversas e de tudo o que acontece na família. Assim perdem o direito de escolha individual e sua identidade e autoestima apresentam problemas.

O sentimento de não pertencer versos a percepção de Billy sobre o que cada membro da família sente e pensa sobre suas vidas o angustiam e o levam a buscar um afastamento emocional e físico. Como tentar ajudar e aconselhar se não é ouvido, aceito, percebido?

 

A cada ato da peça os sentimentos de Billy vão se tornando mais confusos.  O afastamento acontece quando ele conhece Sylvia uma mulher que esta perdendo a audição e tem que lidar com essa situação de escolhas de mundo, de pertencer a qual “grupo”. E  nessa relação Billy conhece e aprende Libras (Língua Brasileira de Sinais). E assim crescem os conflitos emocionais, as angustias, os medos, as alegrias, o sentimento de pertencer a uma grupo onde é permitido ser quem ele é.

Esse momento da peça é brilhante!!! Atuação magnifica dos atores. Leva as lágrimas quem conhece os surdos.

Sylvia é uma personagem importante vivida pela atriz Arieta Correa também brilhantemente. Sylvia é filha de pais surdos e vai tendo sua audição perdida com os anos e vai sentindo na pele todas as dificuldades e preconceitos.

Assim a peça Tribos é apresentada, contada, sentida, tocada de forma sensacional, levando quem convive com os surdos e os próprios surdos ás lágrimas.

 

Agora um relato meu de quem ama os surdos, de quem trabalha para eles. Sou Psicóloga para surdos e ver ali representado parte dos problemas, das angustias, dos sentimentos vividos diariamente pelos surdos me levou ás lágrimas. Estou grata a TODO elenco da peça em especial ao BRUNO FAGUNDES (um lord!!!) e a Arieta Correa pela sementinha plantada no coração de todos.

 

No dia 14/12/13 eu estava presente no ultimo dia da peça com acessibilidade aos surdos e pude presenciar um teatro LOTADO de surdos extasiados, GRATOS por tudo que viram. E ainda ao final de tudo uma linda surpresa uma CONVERSA, uma TROCA entre plateia e atores. Lindo!!!

Vou deixar vocês curiosos para saber o desenrolar …apenas uma frase para finalizar:

“Eu não sabia que vocês existiam…hoje eu aprendi a amar vocês” (chora emocionada….fala da atriz Arieta Correa).

Ah sim …o Bruno Fagundes só o olhar dele diz tudo…palavras são dispensadas nesse momento.

 

Bruno Fagundes ,

 

AGORA VAMOS TORCER PARA QUE TRIBOS VENHA AO RIO, ESTAMOS  COMEÇANDO UMA CAMINHADA PARA ISSO.

 

A peça Tribos esta em cartaz em São Paulo no Teatro TUCA em Perdizes teve sua ultima sessão deste ano dia 15/12/13.  Voltará em cartaz para sua segunda temporada dia 17/1/14 a deve ficar ate Abril ou Maio.

O  texto tem tradução de Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz. Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth(Eliete Cigarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A TODOS  : A MINHA TRIBO

Texto : Fabiane Cardoso

Psicóloga para surdos

Interprete de Libras

 

 

 

“Depois de descobrir quem é você faça disso um proposito, assim você criará asas para voar e m porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a você mesmo a ao lugar de onde você veio. Suas origens. Você vai descobrir que você é especial por onde for.

(Fabiane Cardoso)

 

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor

(www.tribos2013.com)

 

“Depois que eu  descobri quem eu sou e fiz  disso um proposito, criei  asas para voar e um porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a mim mesmo   e ao  lugar de onde vim. Minhas origens.  Descobrir que sou  especial por onde for. Agora conto a vocês  um pouco do que senti e minha opinião sobre a peça TRIBOS.

 

Uma plateia de surdos maravilhada, emocionada diante da peça de teatro Tribos que ousou falar sobre surdez do ponto de vista de um surdo.

Surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais tem o prazer de ser “verem” através do personagem Billy representado brilhantemente pelo ator Bruno Fagundes.

Billy começa tentando chamar a atenção de sua família para que ele fosse incluído nas conversas, mas é tratado como se não estivesse presente. Ele tenta por diversas vezes sem resultado. E assim floresce o sentimento de “eu não pertenço a essa família” e a vontade de se afastar e buscar um lugar o qual se sinta pertencendo cresce a cada momento.

 

Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

(www.tribos2013.com)

Quantos Billys não existem por ai querendo ser “ouvido”, ser aceito, ser amado e ser uma pessoa inteira e não um “ouvido que não ouve”?

Muitos Billys da vida real encontram essas barreiras para serem vistos/ percebidos como pessoas inteiras. Barreiras impostas na família que não o aceita como surdo, o veem como incapaz, o deixam de lado nas conversas e de tudo o que acontece na família. Assim perdem o direito de escolha individual e sua identidade e autoestima apresentam problemas.

O sentimento de não pertencer versos a percepção de Billy sobre o que cada membro da família sente e pensa sobre suas vidas o angustiam e o levam a buscar um afastamento emocional e físico. Como tentar ajudar e aconselhar se não é ouvido, aceito, percebido?

 

A cada ato da peça os sentimentos de Billy vão se tornando mais confusos.  O afastamento acontece quando ele conhece Sylvia uma mulher que esta perdendo a audição e tem que lidar com essa situação de escolhas de mundo, de pertencer a qual “grupo”. E  nessa relação Billy conhece e aprende Libras (Língua Brasileira de Sinais). E assim crescem os conflitos emocionais, as angustias, os medos, as alegrias, o sentimento de pertencer a uma grupo onde é permitido ser quem ele é.

Esse momento da peça é brilhante!!! Atuação magnifica dos atores. Leva as lágrimas quem conhece os surdos.

Sylvia é uma personagem importante vivida pela atriz Arieta Correa também brilhantemente. Sylvia é filha de pais surdos e vai tendo sua audição perdida com os anos e vai sentindo na pele todas as dificuldades e preconceitos.

Assim a peça Tribos é apresentada, contada, sentida, tocada de forma sensacional, levando quem convive com os surdos e os próprios surdos ás lágrimas.

 

Agora um relato meu de quem ama os surdos, de quem trabalha para eles. Sou Psicóloga para surdos e ver ali representado parte dos problemas, das angustias, dos sentimentos vividos diariamente pelos surdos me levou ás lágrimas. Estou grata a TODO elenco da peça em especial ao BRUNO FAGUNDES (um lord!!!) e a Arieta Correa pela sementinha plantada no coração de todos.

 

No dia 14/12/13 eu estava presente no ultimo dia da peça com acessibilidade aos surdos e pude presenciar um teatro LOTADO de surdos extasiados, GRATOS por tudo que viram. E ainda ao final de tudo uma linda surpresa uma CONVERSA, uma TROCA entre plateia e atores. Lindo!!!

Vou deixar vocês curiosos para saber o desenrolar …apenas uma frase para finalizar:

“Eu não sabia que vocês existiam…hoje eu aprendi a amar vocês” (chora emocionada….fala da atriz Arieta Correa).

Ah sim …o Bruno Fagundes só o olhar dele diz tudo…palavras são dispensadas nesse momento.

 

 

 

AGORA VAMOS TORCER PARA QUE TRIBOS VENHA AO RIO, ESTAMOS  COMEÇANDO UMA CAMINHADA PARA ISSO.

 

A peça Tribos esta em cartaz em São Paulo no Teatro TUCA em Perdizes teve sua ultima sessão deste ano dia 15/12/13.  Voltará em cartaz para sua segunda temporada dia 17/1/14 a deve ficar ate Abril ou Maio.

O  texto tem tradução de Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz. Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth(Eliete Cigarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A TODOS  : A MINHA TRIBO

Texto : Fabiane Cardoso

Psicóloga para surdos

Interprete de Libras

“Depois de descobrir quem é você faça disso um proposito, assim você criará asas para voar e m porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a você mesmo a ao lugar de onde você veio. Suas origens. Você vai descobrir que você é especial por onde for.

(Fabiane Cardoso)

 

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor

(www.tribos2013.com)

 

“Depois que eu  descobri quem eu sou e fiz  disso um proposito, criei  asas para voar e um porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a mim mesmo   e ao  lugar de onde vim. Minhas origens.  Descobrir que sou  especial por onde for. Agora conto a vocês  um pouco do que senti e minha opinião sobre a peça TRIBOS.

 

Uma plateia de surdos maravilhada, emocionada diante da peça de teatro Tribos que ousou falar sobre surdez do ponto de vista de um surdo.

Surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais tem o prazer de ser “verem” através do personagem Billy representado brilhantemente pelo ator Bruno Fagundes.

 Billy começa tentando chamar a atenção de sua família para que ele fosse incluído nas conversas, mas é tratado como se não estivesse presente. Ele tenta por diversas vezes sem resultado. E assim floresce o sentimento de “eu não pertenço a essa família” e a vontade de se afastar e buscar um lugar o qual se sinta pertencendo cresce a cada momento.

 

Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

(www.tribos2013.com)

Quantos Billys não existem por ai querendo ser “ouvido”, ser aceito, ser amado e ser uma pessoa inteira e não um “ouvido que não ouve”?

Muitos Billys da vida real encontram essas barreiras para serem vistos/ percebidos como pessoas inteiras. Barreiras impostas na família que não o aceita como surdo, o veem como incapaz, o deixam de lado nas conversas e de tudo o que acontece na família. Assim perdem o direito de escolha individual e sua identidade e autoestima apresentam problemas.

O sentimento de não pertencer versos a percepção de Billy sobre o que cada membro da família sente e pensa sobre suas vidas o angustiam e o levam a buscar um afastamento emocional e físico. Como tentar ajudar e aconselhar se não é ouvido, aceito, percebido?

 

A cada ato da peça os sentimentos de Billy vão se tornando mais confusos.  O afastamento acontece quando ele conhece Sylvia uma mulher que esta perdendo a audição e tem que lidar com essa situação de escolhas de mundo, de pertencer a qual “grupo”. E  nessa relação Billy conhece e aprende Libras (Língua Brasileira de Sinais). E assim crescem os conflitos emocionais, as angustias, os medos, as alegrias, o sentimento de pertencer a uma grupo onde é permitido ser quem ele é.

Esse momento da peça é brilhante!!! Atuação magnifica dos atores. Leva as lágrimas quem conhece os surdos.

Sylvia é uma personagem importante vivida pela atriz Arieta Correa também brilhantemente. Sylvia é filha de pais surdos e vai tendo sua audição perdida com os anos e vai sentindo na pele todas as dificuldades e preconceitos.

Assim a peça Tribos é apresentada, contada, sentida, tocada de forma sensacional, levando quem convive com os surdos e os próprios surdos ás lágrimas.

 

Agora um relato meu de quem ama os surdos, de quem trabalha para eles. Sou Psicóloga para surdos e ver ali representado parte dos problemas, das angustias, dos sentimentos vividos diariamente pelos surdos me levou ás lágrimas. Estou grata a TODO elenco da peça em especial ao BRUNO FAGUNDES (um lord!!!) e a Arieta Correa pela sementinha plantada no coração de todos.

 

No dia 14/12/13 eu estava presente no ultimo dia da peça com acessibilidade aos surdos e pude presenciar um teatro LOTADO de surdos extasiados, GRATOS por tudo que viram. E ainda ao final de tudo uma linda surpresa uma CONVERSA, uma TROCA entre plateia e atores. Lindo!!!

Vou deixar vocês curiosos para saber o desenrolar …apenas uma frase para finalizar:

“Eu não sabia que vocês existiam…hoje eu aprendi a amar vocês” (chora emocionada….fala da atriz Arieta Correa).

Ah sim …o Bruno Fagundes só o olhar dele diz tudo…palavras são dispensadas nesse momento.

 

 

 

AGORA VAMOS TORCER PARA QUE TRIBOS VENHA AO RIO, ESTAMOS  COMEÇANDO UMA CAMINHADA PARA ISSO.

 

A peça Tribos esta em cartaz em São Paulo no Teatro TUCA em Perdizes teve sua ultima sessão deste ano dia 15/12/13.  Voltará em cartaz para sua segunda temporada dia 17/1/14 a deve ficar ate Abril ou Maio.

O  texto tem tradução de Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz. Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth(Eliete Cigarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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