PEÇA TRIBOS

A TODOS  : A MINHA TRIBO

Texto : Fabiane Cardoso

Psicóloga para surdos

Interprete de Libras

 

 

 

“Depois de descobrir quem é você faça disso um proposito, assim você criará asas para voar e m porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a você mesmo a ao lugar de onde você veio. Suas origens. Você vai descobrir que você é especial por onde for.

(Fabiane Cardoso)

 

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor

(www.tribos2013.com)

 

“Depois que eu  descobri quem eu sou e fiz  disso um proposito, criei  asas para voar e um porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a mim mesmo   e ao  lugar de onde vim. Minhas origens.  Descobrir que sou  especial por onde for. Agora conto a vocês  um pouco do que senti e minha opinião sobre a peça TRIBOS.

 

Uma plateia de surdos maravilhada, emocionada diante da peça de teatro Tribos que ousou falar sobre surdez do ponto de vista de um surdo.

Surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais tem o prazer de ser “verem” através do personagem Billy representado brilhantemente pelo ator Bruno Fagundes.

Billy começa tentando chamar a atenção de sua família para que ele fosse incluído nas conversas, mas é tratado como se não estivesse presente. Ele tenta por diversas vezes sem resultado. E assim floresce o sentimento de “eu não pertenço a essa família” e a vontade de se afastar e buscar um lugar o qual se sinta pertencendo cresce a cada momento.

 

Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

(www.tribos2013.com)

Quantos Billys não existem por ai querendo ser “ouvido”, ser aceito, ser amado e ser uma pessoa inteira e não um “ouvido que não ouve”?

Muitos Billys da vida real encontram essas barreiras para serem vistos/ percebidos como pessoas inteiras. Barreiras impostas na família que não o aceita como surdo, o veem como incapaz, o deixam de lado nas conversas e de tudo o que acontece na família. Assim perdem o direito de escolha individual e sua identidade e autoestima apresentam problemas.

O sentimento de não pertencer versos a percepção de Billy sobre o que cada membro da família sente e pensa sobre suas vidas o angustiam e o levam a buscar um afastamento emocional e físico. Como tentar ajudar e aconselhar se não é ouvido, aceito, percebido?

 

A cada ato da peça os sentimentos de Billy vão se tornando mais confusos.  O afastamento acontece quando ele conhece Sylvia uma mulher que esta perdendo a audição e tem que lidar com essa situação de escolhas de mundo, de pertencer a qual “grupo”. E  nessa relação Billy conhece e aprende Libras (Língua Brasileira de Sinais). E assim crescem os conflitos emocionais, as angustias, os medos, as alegrias, o sentimento de pertencer a uma grupo onde é permitido ser quem ele é.

Esse momento da peça é brilhante!!! Atuação magnifica dos atores. Leva as lágrimas quem conhece os surdos.

Sylvia é uma personagem importante vivida pela atriz Arieta Correa também brilhantemente. Sylvia é filha de pais surdos e vai tendo sua audição perdida com os anos e vai sentindo na pele todas as dificuldades e preconceitos.

Assim a peça Tribos é apresentada, contada, sentida, tocada de forma sensacional, levando quem convive com os surdos e os próprios surdos ás lágrimas.

 

Agora um relato meu de quem ama os surdos, de quem trabalha para eles. Sou Psicóloga para surdos e ver ali representado parte dos problemas, das angustias, dos sentimentos vividos diariamente pelos surdos me levou ás lágrimas. Estou grata a TODO elenco da peça em especial ao BRUNO FAGUNDES (um lord!!!) e a Arieta Correa pela sementinha plantada no coração de todos.

 

No dia 14/12/13 eu estava presente no ultimo dia da peça com acessibilidade aos surdos e pude presenciar um teatro LOTADO de surdos extasiados, GRATOS por tudo que viram. E ainda ao final de tudo uma linda surpresa uma CONVERSA, uma TROCA entre plateia e atores. Lindo!!!

Vou deixar vocês curiosos para saber o desenrolar …apenas uma frase para finalizar:

“Eu não sabia que vocês existiam…hoje eu aprendi a amar vocês” (chora emocionada….fala da atriz Arieta Correa).

Ah sim …o Bruno Fagundes só o olhar dele diz tudo…palavras são dispensadas nesse momento.

 

Bruno Fagundes ,

 

AGORA VAMOS TORCER PARA QUE TRIBOS VENHA AO RIO, ESTAMOS  COMEÇANDO UMA CAMINHADA PARA ISSO.

 

A peça Tribos esta em cartaz em São Paulo no Teatro TUCA em Perdizes teve sua ultima sessão deste ano dia 15/12/13.  Voltará em cartaz para sua segunda temporada dia 17/1/14 a deve ficar ate Abril ou Maio.

O  texto tem tradução de Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz. Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth(Eliete Cigarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A TODOS  : A MINHA TRIBO

Texto : Fabiane Cardoso

Psicóloga para surdos

Interprete de Libras

 

 

 

“Depois de descobrir quem é você faça disso um proposito, assim você criará asas para voar e m porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a você mesmo a ao lugar de onde você veio. Suas origens. Você vai descobrir que você é especial por onde for.

(Fabiane Cardoso)

 

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor

(www.tribos2013.com)

 

“Depois que eu  descobri quem eu sou e fiz  disso um proposito, criei  asas para voar e um porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a mim mesmo   e ao  lugar de onde vim. Minhas origens.  Descobrir que sou  especial por onde for. Agora conto a vocês  um pouco do que senti e minha opinião sobre a peça TRIBOS.

 

Uma plateia de surdos maravilhada, emocionada diante da peça de teatro Tribos que ousou falar sobre surdez do ponto de vista de um surdo.

Surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais tem o prazer de ser “verem” através do personagem Billy representado brilhantemente pelo ator Bruno Fagundes.

Billy começa tentando chamar a atenção de sua família para que ele fosse incluído nas conversas, mas é tratado como se não estivesse presente. Ele tenta por diversas vezes sem resultado. E assim floresce o sentimento de “eu não pertenço a essa família” e a vontade de se afastar e buscar um lugar o qual se sinta pertencendo cresce a cada momento.

 

Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

(www.tribos2013.com)

Quantos Billys não existem por ai querendo ser “ouvido”, ser aceito, ser amado e ser uma pessoa inteira e não um “ouvido que não ouve”?

Muitos Billys da vida real encontram essas barreiras para serem vistos/ percebidos como pessoas inteiras. Barreiras impostas na família que não o aceita como surdo, o veem como incapaz, o deixam de lado nas conversas e de tudo o que acontece na família. Assim perdem o direito de escolha individual e sua identidade e autoestima apresentam problemas.

O sentimento de não pertencer versos a percepção de Billy sobre o que cada membro da família sente e pensa sobre suas vidas o angustiam e o levam a buscar um afastamento emocional e físico. Como tentar ajudar e aconselhar se não é ouvido, aceito, percebido?

 

A cada ato da peça os sentimentos de Billy vão se tornando mais confusos.  O afastamento acontece quando ele conhece Sylvia uma mulher que esta perdendo a audição e tem que lidar com essa situação de escolhas de mundo, de pertencer a qual “grupo”. E  nessa relação Billy conhece e aprende Libras (Língua Brasileira de Sinais). E assim crescem os conflitos emocionais, as angustias, os medos, as alegrias, o sentimento de pertencer a uma grupo onde é permitido ser quem ele é.

Esse momento da peça é brilhante!!! Atuação magnifica dos atores. Leva as lágrimas quem conhece os surdos.

Sylvia é uma personagem importante vivida pela atriz Arieta Correa também brilhantemente. Sylvia é filha de pais surdos e vai tendo sua audição perdida com os anos e vai sentindo na pele todas as dificuldades e preconceitos.

Assim a peça Tribos é apresentada, contada, sentida, tocada de forma sensacional, levando quem convive com os surdos e os próprios surdos ás lágrimas.

 

Agora um relato meu de quem ama os surdos, de quem trabalha para eles. Sou Psicóloga para surdos e ver ali representado parte dos problemas, das angustias, dos sentimentos vividos diariamente pelos surdos me levou ás lágrimas. Estou grata a TODO elenco da peça em especial ao BRUNO FAGUNDES (um lord!!!) e a Arieta Correa pela sementinha plantada no coração de todos.

 

No dia 14/12/13 eu estava presente no ultimo dia da peça com acessibilidade aos surdos e pude presenciar um teatro LOTADO de surdos extasiados, GRATOS por tudo que viram. E ainda ao final de tudo uma linda surpresa uma CONVERSA, uma TROCA entre plateia e atores. Lindo!!!

Vou deixar vocês curiosos para saber o desenrolar …apenas uma frase para finalizar:

“Eu não sabia que vocês existiam…hoje eu aprendi a amar vocês” (chora emocionada….fala da atriz Arieta Correa).

Ah sim …o Bruno Fagundes só o olhar dele diz tudo…palavras são dispensadas nesse momento.

 

 

 

AGORA VAMOS TORCER PARA QUE TRIBOS VENHA AO RIO, ESTAMOS  COMEÇANDO UMA CAMINHADA PARA ISSO.

 

A peça Tribos esta em cartaz em São Paulo no Teatro TUCA em Perdizes teve sua ultima sessão deste ano dia 15/12/13.  Voltará em cartaz para sua segunda temporada dia 17/1/14 a deve ficar ate Abril ou Maio.

O  texto tem tradução de Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz. Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth(Eliete Cigarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A TODOS  : A MINHA TRIBO

Texto : Fabiane Cardoso

Psicóloga para surdos

Interprete de Libras

“Depois de descobrir quem é você faça disso um proposito, assim você criará asas para voar e m porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a você mesmo a ao lugar de onde você veio. Suas origens. Você vai descobrir que você é especial por onde for.

(Fabiane Cardoso)

 

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor

(www.tribos2013.com)

 

“Depois que eu  descobri quem eu sou e fiz  disso um proposito, criei  asas para voar e um porto seguro para voltar sempre que precisar. Isso é pertencer a mim mesmo   e ao  lugar de onde vim. Minhas origens.  Descobrir que sou  especial por onde for. Agora conto a vocês  um pouco do que senti e minha opinião sobre a peça TRIBOS.

 

Uma plateia de surdos maravilhada, emocionada diante da peça de teatro Tribos que ousou falar sobre surdez do ponto de vista de um surdo.

Surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais tem o prazer de ser “verem” através do personagem Billy representado brilhantemente pelo ator Bruno Fagundes.

 Billy começa tentando chamar a atenção de sua família para que ele fosse incluído nas conversas, mas é tratado como se não estivesse presente. Ele tenta por diversas vezes sem resultado. E assim floresce o sentimento de “eu não pertenço a essa família” e a vontade de se afastar e buscar um lugar o qual se sinta pertencendo cresce a cada momento.

 

Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

(www.tribos2013.com)

Quantos Billys não existem por ai querendo ser “ouvido”, ser aceito, ser amado e ser uma pessoa inteira e não um “ouvido que não ouve”?

Muitos Billys da vida real encontram essas barreiras para serem vistos/ percebidos como pessoas inteiras. Barreiras impostas na família que não o aceita como surdo, o veem como incapaz, o deixam de lado nas conversas e de tudo o que acontece na família. Assim perdem o direito de escolha individual e sua identidade e autoestima apresentam problemas.

O sentimento de não pertencer versos a percepção de Billy sobre o que cada membro da família sente e pensa sobre suas vidas o angustiam e o levam a buscar um afastamento emocional e físico. Como tentar ajudar e aconselhar se não é ouvido, aceito, percebido?

 

A cada ato da peça os sentimentos de Billy vão se tornando mais confusos.  O afastamento acontece quando ele conhece Sylvia uma mulher que esta perdendo a audição e tem que lidar com essa situação de escolhas de mundo, de pertencer a qual “grupo”. E  nessa relação Billy conhece e aprende Libras (Língua Brasileira de Sinais). E assim crescem os conflitos emocionais, as angustias, os medos, as alegrias, o sentimento de pertencer a uma grupo onde é permitido ser quem ele é.

Esse momento da peça é brilhante!!! Atuação magnifica dos atores. Leva as lágrimas quem conhece os surdos.

Sylvia é uma personagem importante vivida pela atriz Arieta Correa também brilhantemente. Sylvia é filha de pais surdos e vai tendo sua audição perdida com os anos e vai sentindo na pele todas as dificuldades e preconceitos.

Assim a peça Tribos é apresentada, contada, sentida, tocada de forma sensacional, levando quem convive com os surdos e os próprios surdos ás lágrimas.

 

Agora um relato meu de quem ama os surdos, de quem trabalha para eles. Sou Psicóloga para surdos e ver ali representado parte dos problemas, das angustias, dos sentimentos vividos diariamente pelos surdos me levou ás lágrimas. Estou grata a TODO elenco da peça em especial ao BRUNO FAGUNDES (um lord!!!) e a Arieta Correa pela sementinha plantada no coração de todos.

 

No dia 14/12/13 eu estava presente no ultimo dia da peça com acessibilidade aos surdos e pude presenciar um teatro LOTADO de surdos extasiados, GRATOS por tudo que viram. E ainda ao final de tudo uma linda surpresa uma CONVERSA, uma TROCA entre plateia e atores. Lindo!!!

Vou deixar vocês curiosos para saber o desenrolar …apenas uma frase para finalizar:

“Eu não sabia que vocês existiam…hoje eu aprendi a amar vocês” (chora emocionada….fala da atriz Arieta Correa).

Ah sim …o Bruno Fagundes só o olhar dele diz tudo…palavras são dispensadas nesse momento.

 

 

 

AGORA VAMOS TORCER PARA QUE TRIBOS VENHA AO RIO, ESTAMOS  COMEÇANDO UMA CAMINHADA PARA ISSO.

 

A peça Tribos esta em cartaz em São Paulo no Teatro TUCA em Perdizes teve sua ultima sessão deste ano dia 15/12/13.  Voltará em cartaz para sua segunda temporada dia 17/1/14 a deve ficar ate Abril ou Maio.

O  texto tem tradução de Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz. Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth(Eliete Cigarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em amor, barreira, comunicação, familia, filhos, libras, surdo, tribos | Deixar um comentário

Comunicação é possível quando se aceita o outro.

Há alguns dias venho me deparando com essa situação no consultório de Psicologia onde trabalho como Psicóloga para surdos e nas redes sociais. Surdos esses usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

A imagem da internet ilustra uma situação cotidiana a precária comunicação nas famílias onde tem um membro surdo usuário da língua de sinais e o sentimento de “solidão”.

Parece existir uma barreira invisível entre surdos sinalizados e seus familiares.

De um lado estão os surdos convivendo com o silêncio, necessitando de amor e atenção e de outro lado estão os pais. Esses desejando vencer a “barreira do silêncio” tentando aceitar a surdez e ao mesmo tempo vivendo o luto do “filho perfeito”. Pais e filhos buscam uma forma de se relacionarem, de trocas afetivas. E nesse momento o trabalho do terapeuta se faz necessário e importante.

A família ainda é muito resistente quando o assunto é a surdez dos seus filhos. Eles anseiam e fazem de tudo para que seus filhos tenham a língua portuguesa falada como primeira língua e não a libras como deveria ser. Os familiares desejam que seus filhos “falem”, participem das conversas familiares usando o português falado e não a libras. Isso gera um desconforto enorme nos surdos e sérios problemas de relacionamentos.

Em um atendimento no consultório de Psicologia uma surda sinalizada me falava: “Minha mãe nunca se interessou por aprender Libras, nunca fez questão de entender e aceitar minha surdez, nas conversas em família sou a última a saber das coisas. Eu não gosto mais das conversas com minha família.”

Infelizmente isso é recorrente. O sentimento de rejeição é visível.

O luto do “Filho perfeito” precisa ser vivido e superado pela família e assim aceitar a surdez do filho e oferecer a ele todo o amor e segurança necessária para que o filho cresça emocionalmente sadio e com autoestima elevada.

Entender que ser surdo não é sinônimo de falta de inteligência, de caráter, de senso se pertencimento e liberdade de ir e vir. Surdez não aprisiona ninguém.

Termino com a citação do livro “As sete necessidades básicas da criança”  de John M. Drescher  “ Os pais não podem mudar a cor dos olhos de seu filho, mas podem dar aos olhos deles a luz da compreensão, do acolhimento e motivação para serem pessoas melhores a cada dia.”

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Pobre menina rica

Paris Jackson filha do Michael Jackson viveu anos de sua vida com seu rosto coberto por máscaras e tendo sua intimidade preservada, mas mesmo assim era cercada por paparazzi e sendo abdicada de uma vida “normal” como ir a escola e ao shopping com as amigas.
Agora vendo o vídeo dela aos quinze anos dando dicas de maquiagem e pedindo ajuda, dizendo que estava “louca” e dias depois ela liga para o serviço médico pedindo ajuda muitas coisas me passam a mente. No vídeo Paris diz que esta passando mal e que havia cortado um dos pulsos…
Apenas uma menina rica que perdeu seu pai, sua mãe não é assim uma mãe como deveria. Vive uma vida em meio a disputas pela herança “bilionária” do pai e tenta ser “normal”.
Com certeza deve ser um peso ser “a” filha do grande Michael Jackson e tentar lidar conviver com o Rótulo de A filha do Michael Jackon.Quais são os valores e princípios passados a ela?
Mas o que essa menina quer é apenas ser amada, aceita como uma adolescente como suas amigas .Ela apenas quer ser ouvida, quer falar de suas angustias, assuntos de meninas…mas deve ser bombardeada a todo instante com cobranças por ser filha de “celebridade”.
Nos Estados Unidos, o Fantástico ouviu Jill Weber, psicóloga especialista em tratamento de adolescentes com ideias suicidas.
“Se um dos pais ou responsável é famoso, algo de grande visibilidade, a maioria dos familiares fica voltada para essa celebridade. E a atenção rotineira aos adolescentes, o papel de ouvir suas queixas, se eles estão precisando de alguma coisa, não acontece”, avalia.
Sentir-se amada pelos pais é algo que todo filho quer e busca, mas quando os pais são muito “ausentes” os filhos sentem um vazio e procuram suprir essa falta com outras coisas. Não tem dinheiro nenhum que supra estar com os pais para um filho. Ouvir “Eu te amo” vale ou deveria valer muito mais que um presente caro.
Hoje Paris esta internada quem sabe a espera de ouvir: “estou aqui minha filha, vc é amada!” (pela mãe ou algum familiar).Pois o amor precisa ser VERBAL , dito, falado em boa voz, expresso em todos os sentidos.

o link para quem quiser ver o video

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/06/filha-de-michael-jackson-tenta-suicidio-aos-15-anos-de-idade.html

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O desafio dos finos pelos do coelho

“Todas as crianças nascem bem na ponta dos finos pelos do coelho. Por isso elas conseguem se encantar com a impossibilidade do número de mágica a que assistem. Mas conforme vão envelhecendo, elas vão se arrastando cada vez mais para o interior da pelagem do coelho. E ficam por lá. Lá embaixo é tão confortável que elas não ousam mais subir até a ponta dos finos pelos, lá em cima.” (Jostein Gaarder , autor do livro ; O Mundo de Sofia)

Quem foi que disse que crescer é fácil ? Que tudo vai dar certo, que não vamos sofrer, que vamos ser aceitos por todos, que vamos ser bem sucedidos em tudo ? É  crescer não é uma tarefa fácil exige coragem, determinação e fé.

Gosto muito desse trecho do livro O mundo de Sofia (alias recomendo o livro a todas as pessoas que quiserem crescer) que diz que todos nós quando crianças temos uma imensa vontade de conhecer o mundo a nossa volta, queremos subir em todos os lugares, provar todos  os tipos de sorvete, de comida, descobrir o doce e o amargo, o perigo e o conforto, descobrir a pessoa especial  e única que somos . Mas num passe se mágica toda essa vontade desparece e lá vamos nós lá para baixo dos finos pelos do coelho.


É por algumas razões a gente busca o conforto,  cada um com as suas razões decidemos  fincar moradia por lá por anos a fio…Mas e a vida lá em cima ? A alegria de uma conquista com seu próprio esforço ? O prazer de ajudar o próximo? O compartilhar da vida, do choro, da risada? Da descoberta das coisas ?

Perguntas e mais perguntas que vão ficar sem respostas pois um dia foi feita uma escolha de permanecer no conforto, lá em baixo dos finos pelos do coelho…tão macio, tão quentinho , tão…tudooo …é ….

Crescer é uma caminhada que precisa dos primeiros passos, de ousadia,sonhos e tudo aquilo que  faz bem para o nosso coração e nossa alma. Mas também é importante salientar que  para essa caminhada é preciso abrir mão de algumas coisas que já não servem mais, que pesam muito, que nos deixam triste e  que já não usamos mais.

E a pergunta fica : como se faz para subir até as pontas dos finos pelos do coelho e o que será que tem lá me cima ? Humm…como se faz até poso dar umas dicas e aconselhar uns atalhos, mas o que cada  um irá encontrar lá em cima ….humm ai é de cada um …

Então aqui vai uma ajuda inicial para quem esta pensando em sair do conforto:

Faça agora uma lista das dez coisas que você mais deseja na vida, as coisas que você acredita que irão deixa-la realmente feliz e realizada. Junte a sua lista fotos, recortes  de tudo que você acha que pode ajudar a visualizar essas dez coisas, faça um lindo cartaz e coloque em um lugar visível. E mãos a obra, mude  de roupa , mude de atitude e levante-se !!!

Seja você surdo ou ouvinte !!!

Ah quem quiser pode compartilhar a lista, cartaz, resultados …

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INTEGRAÇÃO

Um vídeo realizado pela Federação  FERSORD  da Espanha ( http://www.fesord.org/)para surdos é um excelente exemplo para todas as crianças.  Também  indico á todas aquelas pessoas que gostariam de aprender  sobre os surdos, mais especificamente sobre como devemos interagir  crianças ouvintes com crianças surdas. Essa interação deveria ser ensinada nas escolas para todas as pessoas desta instituição. Afirmo isto pois muito se fala sobre inclusão, mas pouco se faz na prática, vejo por ai muitas pessoas sejam professores e funcionários totalmente despreparados para lidarem com a inclusão.Falta boa vontade, falta respeito com os surdos que utilizam a língua de sinais e falta a tão falada acessibilidade linguística .

Acredito que esse vídeo seria um ótimo material para que as escolas comecem mostrando para suas crianças independentes de terem ou não um aluno surdo nas salas de aula. Não é preciso esperar acontecer para se começar a agir.

O vídeo tem legendas em espanhol, mas é de fácil compreensão devido sua animação ser bem clara.

Para exemplificar e mostrar que as coisas apenas ficam no campo da teoria e do ” A quando tivermos ..”outro dia estava eu em uma instituição de ensino  comentando sobre os surdos , interpretes , quando ouço falar : ” A gente não tem nenhum tipo de treinamento para lidar com alunos surdos…. nem sabemos como  resolver sua situação no momento”

Outra pessoa diz : ” Verdade, não sabemos lidar com surdo-mudo.Acabo apenas corrigindo  dizendo que o correto é dizer surdos  e não surdo-mudo.

Assistam o vídeo que vale a pena.

INTEGRAÇÃO (clique na palavra Integração e veja o vídeo no youtube)

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O Valor de um encontro

Encontrar alguém

foto internet A relação  mais valiosa que existe

Sábado dia 22/9 o Luciano Huck emocionou a todos no segundo episódio do quadro “Encontrar Alguém” do Caldeirão do Huck onde um filho pede para encontrar seu pai biológico.

Marcelo Junior desde um ano de idade até hoje com dezessete é criado pela sua mãe e seu padrasto que ele chama de pai, mas ele sente uma vontade imensa de criar vínculos, ter uma relação de amor, de pai e filho com seu pai biológico. Então ele resolveu escrever ao Caldeirão do Huck e fortes emoções rolaram…

O quadro começa com o Luciano Huck na casa de Marcelo Junior em Realengo bairro do Rio de Janeiro. Ao chegar a casa Luciano encontra um filho emocionado e sem acreditar na visita e fala: “Eu quero conhecer meu pai” e chora nos braços do Luciano.

A história que teria que acabar nos Estados Unidos onde o pai do Marcelo estaria morando vai terminar em Niterói Rio de Janeiro onde mora há dois anos o pai do Marcelo o Luís Gustavo. E por que então que o pai não foi procurar o filho? Os “Por quês” dessa história vão ser contados.

Esse desenrolar é um exemplo de que a relação pai e filho é algo precioso, precisa ser cuidada, ser amada, ter verdade, valores, perdão, segurança e presença física.

Quantos “Marcelos” e “Luis Gustavo” devem existir? Quantas relações de pai e filho por algum motivo se perderam e nunca ou dificilmente vão ter um final feliz como esse?

A relação pai e filho é extremamente importante para o crescimento emocional, espiritual e social do filho. É nessa relação que uma vida é gerada, é oferecida a ela a vivência de muitos sentimentos, o ensinamento de valores, a formação do caráter, dos sonhos, da importância de lutar e não desistir, de perder e ganhar.

Na história mostrada no Caldeirão o filho Marcelo esta de coração aberto para começar um relacionamento com seu pai biológico, mas será que o pai Luís Gustavo está? O pai relata sua “explicação” aos fatos, ou seja, o motivo de não ter procurado seu filho…um dos motivos seria o MEDO da rejeição por parte do filho…. Esse pai passou dezessete anos com essa sensação, sentimentos de culpa, de abandono…

Infelizmente muitos pais e filhos passam anos de suas vidas nessa situação, de “Achar que”…”mas se”…”não vai dar certo” e assim desperdiçam uma relação preciosa para ambos.Os pais não podem conviver com a amargura e a dolorosa sensação que os anos se foram, velozes, e nem sequer viram seus filhos crescerem.

É tão bonito ver um pai ensinando seu filho pequeno a andar de bicicleta, a jogar bola, a se relacionar com seus amiguinhos, ver o pai se transformar no super-herói favorito, a aconselhar seu filho sobre a vida, ensinar valores, princípios, a dizer todos os dias “Meu filho eu te amo”.

Gestos simples moldam o caráter de uma pessoa. Dão a ela destino e senso de pertencimento. E não precisa ter dinheiro para oferecer ao filho esses gestos de amor. Basta amar!

O amor move, o amor muda, o amor transforma, basta querer!!

A história completa e o final feliz vocês podem ver no link abaixo (site do Caldeirão do Huck).Espero que vocês tenham essa história como exemplo.

http://tvg.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/encontrar-alguem/episodio/marcelo-junior-realiza-o-sonho-de-conhecer-o-pai-biologico.html#

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Dicionário de Língua de Sinais em diferentes idiomas

Uma boa dica para  os surdos e ouvintes que  sentem aquela vontade de viajar pelo mundo e se comunicar com os surdos do país  utilizando a Língua de Sinais local são os dicionários em diversas  Língua de Sinais encontrados no site :

http://www.libras.info/dicionarios/

Os dicionários são de Língua de Sinais em inglês a ASL (American Sign Language), em Espanhol a LSE (Lengua de seños Española), em Francês a LSF (Langue des Signes Française), em Japonês a JSL (Japanese Signs Language ou 日本手話).)

Importante lembrar que a Língua de Sinais não é universal existem muitas diferenças.

Agora é só aproveitar  e aprender.

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A “iLIBRAS BRASIL” facilita o acesso dos surdos à prestação de serviços

Esta começando a crescer o número de empresas que estão “antenadas” à ACESSIBILIDADE para todas as deficiências. Diante dessa possibilidade de novos investimentos estão surgindo em acessibilidade para os surdos.

A empresa “iLIBRAS BRASIL” esta investindo em serviços de comunicação para  facilitar o acesso dos surdos a prestação de serviços ou contatos com amigos e familiares ouvintes.

É a primeira central de Contact Center a prestar esse tipo de serviço em nosso país. Formada por profissionais surdos e ouvintes, que convivem com as duas comunidades, assim fazem possível a comunicação, trazendo aos deficientes auditivos de nosso país maior a independência e privacidade na comunicação.

O serviço prestado funciona assim: os surdos que precisarem de algum tipo de prestação serviço ou contato com familiares e amigos ouvintes devem enviar uma mensagem de texto (sms) ou usar chat online informando o que deseja.Essas mensagens são recebidas por uma central devidamente treinada que realizará os contatos e retornará ao interessado.

As mensagens são recebidas por uma central de atendimento, onde os profissionais abrem um chamado para cada cliente que estiver realizado um cadastro. Esse chamado segue algumas regras para ser efetuado. As informações têm que estar descritas na mensagem enviada, tais como: número de telefone a ser chamado, nome da pessoa e o assunto. No caso de marcação de consultas, a informação correta do que precisa ser perguntado.

“iLIBRAS BRASIL” é formada por profissionais surdos e ouvintes, que possuem convivência com as duas comunidades, tem como objetivo principal facilitar a comunicação  e permitir os surdos uma vida  mais independente.

link

http://ilibras.com.br/index/empresa

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O coração de uma Flor surda

Utilizando as redes sociais para compartilhar ideias, pensamentos, declarar-se, dizer algo a alguém têm se mostrado uma excelente ferramenta na captura de pensamentos interessantes que a gente pode ler e aproveitar para ensinar as pessoas. Adoro essa ideia de poder compartilhar o que penso e acredito e ensinar um pouco do que aprendi na vida e ainda estou aprendendo.

Então como a onda do momento é compartilhar quero aproveitar essa onda e comentar um “post” que li recentemente no Facebook que comentava que existe uma dificuldade de relacionamento entre alguns filhos surdos (sinalizados, ou seja, que utilizam a Língua de Sinais para se comunicar) e seus pais.
O post faz referências a fatos do nosso cotidiano, do nosso relacionamento diário com nossos pais, amigos e com a gente mesmo, mas que vem gerando muitas dúvidas de como ter um relacionamento saudável e maduro entre pais e filhos.
Não quero aqui fazer distinção entre surdo ou ouvinte o que acredito é que todo filho e todo pai devem aprender as mesmas lições quando se trata de relacionamento entre eles.
Apenas vou focar mais em algumas questões relatadas no post, pois este foi escrito por uma adolescente surda.
O post esta abaixo:

Vamos começar explicando uma coisa sejam os filhos surdos ou ouvintes os pensamentos, as ideias, as dúvidas, as criticas, as rebeldias com os pais são IGUAIS. O importante é aprender a se relacionar de forma saudável e os filhos precisam entender qual é o seu papel com os pais e também os pais entenderem qual seu papel com os filhos.

Então tendo um relacionamento saudável pais e filhos vão aproveitar muito mais a vida e serem mais felizes e mais amados. O amor verdadeiro cresce e gera frutos.

RELACIONAMENTO SAUDÁVEL = entendimento+compreensão+ confiança entre pais e filhos.

Voltando ao post Flor diz que: Porque  os pais pensam só e acham os surdos não sabem fazer como é Flor pensar assim é ser vítima, se achar “oh Coitadinha de mim, meus pais acham que eu não sei de nada, que sou criança, que não posso sair com amigos … “

Flor todos esses sentimentos fazem parte da adolescência, do relacionamento entre pais e filhos. Os filhos acham que já nascem prontos para fazer o que querem ir onde quiserem …acham que já nascem livres e é difícil aceitar que precisam depender dos pais, que precisam aceitar dos pais três palavras mágicas que podem ajudar muito nesse relacionamento.

Flor as palavras mágicas são:   LIMITES,RESPEITO e AUTORIDADE.

“ter compreendendo só quando sair com os amigos ( …)” sim Flor você vai compreender muitas coisas quando estiver com seus amigos principalmente como seus pais estão certos quando falam com você para se cuidar e entender que a sua vida você é o responsável por ela.

Quando você estiver com amigos vai aprender o valor das amizades, da verdade, do namoro, de ficar só para beijar, de transar sem camisinha, de ficar bêbado, de não beber, do ciúmes,da mentira… vai aprender que cada atitude que você tomar , que cada escolha que fizer vai ter consequências e que podem ser boas ou ruins.

“(…)ter ao avisar antes com os pais Avisar aos pais aonde vamos, onde estamos, com quem estamos, o que estamos fazendo é muito importante, pode parecer chato ter que ser igual GPS rs ou seja ter que ser rastreado pelos  pais rs…mas isso mostra a importância da autoridade dos pais com os filhos, do limite que devemos ter e obedecer. Isso faz a gente crescer e ser mais responsável.

Olha o que esta autora de livros sobre adolescentes diz sobre Limites: “Sentir limites é para os adolescentes é uma questão de segurança: uma necessidade básica.” (Tânia Zagury)

Pois limite é a “linha demarcatória” (que divide que separa) que identifica uma pessoa, o limite determina onde uma pessoa termina e a outra começa.

“..não liga nada os surdos,nem preocupar nada..” Sim os pais se preocupam com os filhos e os amam por isso querem educa-los de forma a se sentirem amados, respeitados, conhecedores de seus limites, deveres, direitos … E um aviso: os pais são iguais tanto para filhos surdos como para ouvintes, ou seja, devem ensina-los de forma igual.

“…outros surdos tem muita sorte que os pais amam muito, ensinam bem e deixam ver o orgulho do filho.GRAÇAS A DEUS!! Aprendem coisa boa, noticia pra saber as informações são importantes…” Então Flor e você que esta lendo,esses surdos e pais que se relacionam bem é porque aprenderam a se respeitar, a entender a autoridade dos pais, sabem seus limites, sente-se aceitos, amados.Todas essas coisas precisam ser regadas,cuidadas igual a uma plantinha que a gente rega com água, troca a terra, cuida para que ela fique bonita…

“...Os surdos precisam aprender, experimentar, entender são inteligentes sim…”
Sim Flor e você que esta lendo, os surdos são inteligentes sim e também devem aprender, experimentar , entender a vida como ela é e também assumir os riscos que é viver.

É tão bonito quando você entende sobre a sua vida, que você é importante e amado onde quer que você vá pela vida….

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Closed Caption compartilhe dessa ideia

Há exatos dez dias comecei no Facebook uma campanha para pedir ao Caldeirão do Huck que inserisse Closed Caption no programa.
A ideia é fazer uma foto igual a postada abaixo e compartilhar com os amigos no Facebook. E hoje já temos quase 200 fotos.

Closed Caption No Caldeirão do Huck

Uma ideia simples que tem repercutido muito e também gerado algumas dúvidas sobre o que seria CLOSED CAPTION e qual sua finalidade.

Para esclarecer essas dúvidas vamos aprender o que é CLOSED CAPTION assim meus amigos e amigos que ainda não participaram podem participar da campanha.

CLOSED CAPTION quer dizer Legenda oculta (sigla CC) que é utilizada pelas emissoras de televisão como uma forma de transcrição do áudio para a legenda, permitindo assim que os surdos possam entender o que esta sendo falado nos programas.

Essa ferramenta ainda é pouco conhecida por grande parte dos ouvintes, pois além de ser uma função oculta nos aparelhos de televisão poucos são os programas de televisão que dispõem desse recurso. Recurso esse que deve ser realizado pela emissora, ou seja, é preciso que exista um profissional capacitado que recebe o nome de “captioner” para realizar esse tipo de trabalho.

Tudo começa com pela transcrição o captioner tem o programa a ser inserido o Closed Caption e com ou sem auxílio de um script começa a transcrição e a padronização(uso de códigos de posicionamento,italização, música). E depois é feita a marcação do tempo de entrada e saída de cada legenda assim como as correções gramaticais.

E agora você sabe como ativar esse recurso na sua TV?
Segue abaixo os passos.

Agora que você já aprendeu um pouco sobre CLOSED CAPTION que tal ajudar a gente nessa campanha para que o Caldeirão do Huck tenha esse recurso. Afinal quem não quer se emocionar com as histórias contadas no programa?

CLOSED CAPTION COMPARTILHE DESSA IDEIA

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